Tudo é chato... Nada é como deveria ser... Estupros, roubos, assassinatos... Esse mundo está, PODRE.
Na escola é tudo a mesma coisa... estou cansado de tirar nota 10 em tudo, meus amigos me acham normal.
Não acredito que eu seja esse "normal" que eles dizem.
Certo dia, andava pelas estreitas ruas de New England, nevoadas, cobertas por um lençol cintilante na luz da enorme lua que se estendia no escuro e brilhante céu. Minhas pegadas ficavam para trás, e o mesmo caminho de sempre estava à frente.
Eu me cansei de tudo isso, parei no meio do caminho, pensando, por que estamos aqui?
Deitei na fina camada de neve, senti a emanação de frio do chão, fechei os olhos por um segundo, e nesse segundo me deleitei na minha própria existência, a simplicidade da vida em toda sua complexidade. A sua criação verdadeira veio por minha cabeça nesse segundo junto com mil respostas das mil perguntas sobre o mundo, foi algo que me deu um prazer descontrolável, mas eu não queria me mexer, "eu não quero sair daqui".
No fundo, nós somos iguais, não digo fisicamente, mas "espiritualmente" não realmente algo sobrenatural, mas algo como as nossas sinapses são iguais, nos originamos de um único ponto do universo.
A singularidade das coisas.
A simplicidade da vida
Em sua complexidade.
No fim... Até a morte pode morrer.
E quando a morte morrer, ninguém mais morre.
Quando o som da antiga montanha estabelecer seu lugar no mundo.
A vida acabará
A verdadeira inexistência existirá.
O fim será aquele que inexistirá.
Sentindo no seu mais profundo sentimento.
Sentido fisicamente, no seus ossos
Sua vida esvairá.
E a sua inexistência existirá.
Esse é o verdadeiro fim.
O fim...
Por muito tempo tenho pensado no fim.
Por muito tempo, tenho tido presenciado o fim, com meus próprios olhos, sentimentos...
Por muito tempo, tenho vivido normalmente, mas esse é o fim.
O nosso fim.
sábado, 26 de abril de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
The Woman in the shelter
A criança estava cansada de todo aquele seu dia de estudo. Havia feito quatro provas!
Agora descansava numa infinita paz silenciosa. Em sua cama ele deitado estava.
Havia passado mais de quatro horas dormindo, era cinco, daqui a pouco seu pai iria chegar.
Saiu de casa para o gramado, sua bicicleta deitada na folhagem, uma campina grande cheia de coisas, brinquedos de sua irmã mais nova e bolas.
Ele se dirigiu para a bicicleta, e como sempre foi andar na antiga trilha que fazia com seu pai.
Há ervas agora crescendo em volta da trilha com pedras pequenas e terra batida.
A bicicleta balançava um pouco, era desconfortavelmente divertido passar por ali. Quando uma descida a frente começou à assustá-lo, a bicicleta cambaleando numa velocidade muito alta resultou num menino chorando no chão, com a bicicleta quebrada.
Uma pedra grande foi a culpada, ele passara por cima dela, não pode evitar e por fim, caiu.
Seu joelho estava sangrando.
A bicicleta estava com a roda da frente torta, inutilizável.
Ele tentara subir a trilha, mas parecia uma perna quebrada a que estava em seu corpo.
Há algo nas árvores ele pensou. Acho que pode me ajudar ele concluiu andando em direção à floresta.
Andando um pouco, com a alta folhagem batendo em sua ferida ele segurava apertando com toda força acima do joelho.
Ele finalmente chegou numa clareira, a grama é inexistente. O cheiro junto com ela não habitava o lugar.
Cores sórdidas apenas, e um pequeno abrigo de palha e madeira no centro da clareira com janelas e porta aberta estava instalado como a salvação da criança.
Ele andou cambaleante sempre fitando a cabana que o chamava atenção.
Ao chegar a poucos metros da cabana, ele viu que a mulher esperava por ele, sua mãe dentro do abrigo.
Ela estava lá parada, fitando o menino.
Ele finalmente disse "Mãe, eu machuquei o joelho, pode arrumar isso para mim", disse sem alterar seu tom de voz, sem olhar para outro lugar senão os olhos da horrível velha de roupas rasgadas revelando apenas tentáculos passando por debaixo e saindo para abraçar seu "filho".
Agora descansava numa infinita paz silenciosa. Em sua cama ele deitado estava.
Havia passado mais de quatro horas dormindo, era cinco, daqui a pouco seu pai iria chegar.
Saiu de casa para o gramado, sua bicicleta deitada na folhagem, uma campina grande cheia de coisas, brinquedos de sua irmã mais nova e bolas.
Ele se dirigiu para a bicicleta, e como sempre foi andar na antiga trilha que fazia com seu pai.
Há ervas agora crescendo em volta da trilha com pedras pequenas e terra batida.
A bicicleta balançava um pouco, era desconfortavelmente divertido passar por ali. Quando uma descida a frente começou à assustá-lo, a bicicleta cambaleando numa velocidade muito alta resultou num menino chorando no chão, com a bicicleta quebrada.
Uma pedra grande foi a culpada, ele passara por cima dela, não pode evitar e por fim, caiu.
Seu joelho estava sangrando.
A bicicleta estava com a roda da frente torta, inutilizável.
Ele tentara subir a trilha, mas parecia uma perna quebrada a que estava em seu corpo.
Há algo nas árvores ele pensou. Acho que pode me ajudar ele concluiu andando em direção à floresta.
Andando um pouco, com a alta folhagem batendo em sua ferida ele segurava apertando com toda força acima do joelho.
Ele finalmente chegou numa clareira, a grama é inexistente. O cheiro junto com ela não habitava o lugar.
Cores sórdidas apenas, e um pequeno abrigo de palha e madeira no centro da clareira com janelas e porta aberta estava instalado como a salvação da criança.
Ele andou cambaleante sempre fitando a cabana que o chamava atenção.
Ao chegar a poucos metros da cabana, ele viu que a mulher esperava por ele, sua mãe dentro do abrigo.
Ela estava lá parada, fitando o menino.
Ele finalmente disse "Mãe, eu machuquei o joelho, pode arrumar isso para mim", disse sem alterar seu tom de voz, sem olhar para outro lugar senão os olhos da horrível velha de roupas rasgadas revelando apenas tentáculos passando por debaixo e saindo para abraçar seu "filho".
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